001 BMS20200706132625
010   ^a972-21-1050-0
021   ^aPT^b98240/96
100   ^a20051026d1996    k  y0porb0103    ba
101 0 ^apor
102   ^aPT
200 1 ^a<A >varanda do Frangipani^eromance^fMia Couto
210   ^aLisboa^cCaminho^d1996
215   ^a154 p. ;^d21 cm
225 2 ^a<Uma >terra sem amos^v76
300   ^aPseudónimo de António Emílio Leite Couto, 1955-
330   ^aNessa manhã, eu saí do corpo de Izidine Naíta. Restreava assim minha própria matéria no mundo, fantasma visível só pela frente. A luz imensa me invadiu assim que me desencorpei do polícia. primeiro, tudo cintilou em milibrilhos. A claridade, aos poucos, se educou. Olhei o mundo, tudo em volta se inaugurava. E murmurei com a voz já encharcada: -É a terra, a minha terra! Mesmo assim, pávida e poeirenta, ela me surgia como o único lugar do mundo. Meu coração, afinal, não tinha sido enterrado. Estava ali, sempre esteve ali, reflorindo no frangipani. Toquei a árvore, colhi a flor, aspirei o perfume. Depois divaguei na varanda, com o oceano a namorar-me o olhar. Lembrei-me das palavras da pangolim: - Aqui é onde a terra se despe e o tempo se deita. Fonte: Livro
606   ^aLiteratura moçambicana^xRomance
675   ^a821.134.3(679)-31Couto, Mia^vBN^zpor
700  1^aCouto,^bMia,^cpseud.
859   ^u/BiblioNET/Upload/Capas/A varanda do Frangipani_1996.jpg
911   ^aADMIN^b20090321
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